segunda-feira, 14 de maio de 2018

04 - 11 - 18 e 25/04/2018 PEDAGOGIA DA AUTONOMIA


Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação

Este é o título do tópico 1.7 da Pedagogia da Esperança. Paz e Terra, de Paulo Freire, 1994.
A prática preconceituosa de raça, classe, gênero....ofende a substantividade do ser humano e nega radicalmente a democracia. A grande tarefa do sujeito que pensa certo, não é transferir, depositar, oferecer ao outro, tomando como paciente de seu pensar, a intelegibilidade das coisas, dos fatos, dos conceitos. A tarefa coerente do educador que pensa certo é, exercendo como ser humano a irrecusável prática de inteligir, desafiar o educando com quem se comunica e a quem comunica, produzir sua compreensão do que vem sendo comunicado. Não há intelegibilidade que não seja comunicação e intercomunicação e que não se funde na dialogicidade. O pensar certo por isso é dialógico e não polêmico.


Como eu estou agindo???

Penso que o mais importante neste processo, é agir com coerência. Onde a fala e o ato possam seguir a mesma direção e sem contradições. Aceitar as mais diversas situações impostas no cotidiano, sem exercer preconceito de qualquer forma. Todos têm habilidades e dificuldades e precisam ser respeitadas. E quanto ao risco, este é presente o tempo todo. Porém, é preciso ter firmado uma epistemologia e defender seu ponto de vista com base, exercer suas atividades com fundamentos e explanar os resultados obtidos, a partir de experiências e referências.


Conhecendo:

Graduado pela Faculdade de Direito de Recife (Pernambuco). Foi professor de Língua Portuguesa do Colégio Oswaldo Cruz e diretor do setor de Educação e Cultura do SESI (Serviço Social da Indústria) de 1947-1954 e superintendente do mesmo de 1954-1957. Ao lado de outros educadores e pessoas interessadas na educação escolarizada, fundou o Instituto Capibaribe. Sua filosofia educacional expressou-se primeiramente em 1958 na sua tese de concurso para a Universidade do Recife, e, mais tarde, como professor de História e Filosofia da Educação da mesma, bem como em suas primeiras experiências de alfabetização como a de Angicos, Rio Grande do Norte, em 1963. Em 1969, foi professor na Universidade de Harvard, em estreita colaboração com numerosos grupos engajados em novas experiências educacionais tanto em zonas rurais quanto urbanas. Durante os dez anos seguintes, foi Consultor Especial do Departamento de Educação do Conselho Mundial das Igrejas, em Genebra (Suíça). Nesse período, deu consultoria educacional junto a vários governos do Terceiro Mundo, principalmente na África. Em 1980, depois de 16 anos de exílio, retornou ao Brasil para “reaprender” seu país. Lecionou na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Em 1989, tornou-se Secretário de Educação no Município de São Paulo, e lutou pela implementação de movimentos de alfabetização, de revisão curricular e na recuperação salarial dos professores. Em 1964, no Chile, desenvolveu, durante cinco anos, trabalhos em programas de educação de adultos no Instituto Chileno para a Reforma Agrária (ICIRA).
Disponível em: <http://www.paulofreire.org>. Acesso em: 07 abr. 2018.




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