→ Procedimental
→ Atitudinal
O que são?
Para que servem? Apenas para cumprir um protocolo?
São utilizados individualmente? São interligados?
Estas são algumas questões que iremos refletir logo a seguir.
Os tipos de atividades e a maneira de como são articuladas, são traços diferenciais que determinam muitas propostas didáticas. A exposição de um tema, o diálogo, avaliações e observação podem ter um caráter ou outro, com a participação do professor e do estudante. A maneira de como uma atividade é proposta, pode definir o método de ensino ou a forma de ensinar. Em uma sequência didática é muito importante a identificação das fases, para que todas elas estejam conectadas e que possam fazer mudanças afim de que melhorem. A questão de separar melhor as fases deixando a sequência mais complexa, não pode ser entendida como "complicada" e sim, como uma forma melhorada para facilitar a assimilação do conteúdo pelo estudante. Para ficar mais claro, analisaremos quatro unidades didáticas como exemplo.
Unid. 1
Composta de cinco atividades basicamente conceituais, onde o objetivo do professor consiste em que os alunos saibam determinado conteúdo.
Unid. 2
Composta de oito atividades basicamente procedimentais e em alguns momentos, atitudinais.
Nesta unidade o objetivo é que os estudantes saibam fazer.
Unid. 3
Nesta unidade composta de oito atividades de caráter conceitual, procedimental, já mencionando algum caráter atitudinal, porém, utiliza-se uma série de técnicas, procedimentos, diálogo e debates. O objetivo é que os estudantes saibam sobre assuntos históricos, sociais, literários, artísticos ou científicos. Contudo os conteúdos procedimentais e atitudinais, sugerem que os estudantes saibam os temas, saibam fazer diálogos e debates e sejam participativos e respeitosos.
Unid. 4
Nesta última unidade verificamos que em praticamente todas as atividades que formam a sequência aparecem conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. Desta forma, os estudantes atuam constantemente, ritmizam a sequência didática. Ao mesmo tempo, encontram uma série de conflitos, onde devem ir aprendendo a ser tolerantes, respeitosos e cooperativos. O objetivo é de que os estudantes saibam os termos tratados, saibam fazer questionários e sejam cada vez mais tolerantes, cooperativos e organizados.
Podemos então, observar que nas unidades mencionadas são encontrados diferentes formas de ensinar, que não deixam de estar situadas num modelo de formação centrado nos conteúdos convencionais ligados ao saber e ao saber fazer. Já na última, desenvolve uma estratégia de aprendizagem mais interessante ou profunda, pois a utilização desta sequência didática não significa "burocratizar" ou "complicar" , mas que professor e estudante são protagonistas no processo de ensino e aprendizagem.
Referência: ZABALA, Antoni. A Prática Educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998.
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